Declaração da Fé
I. As Escrituras
Acreditamos que a Bíblia Sagrada, composta pelos sessenta e seis livros do Antigo e do Novo Testamento, foi verbal e plenamente inspirada por Deus, tendo sido escrita por autores humanos movidos pelo Espírito Santo. Consequentemente, os manuscritos originais das Escrituras são totalmente verdadeiros, infalíveis e isentos de erro em tudo o que afirmam. Acreditamos que a Bíblia é a revelação escrita de Deus à humanidade e constitui a autoridade suprema e final em todas as questões de fé, doutrina e prática cristã. Por essa razão, ela é o padrão pelo qual devem ser examinados e julgados todos os credos, ensinamentos, tradições, opiniões e comportamentos humanos. Cremos ainda que as Escrituras são plenamente suficientes para orientar o povo de Deus em tudo o que diz respeito à salvação, à vida piedosa e ao serviço cristão, fornecendo os princípios necessários para compreender e enfrentar todos os problemas espirituais e morais (i.e. não orgânicos) do homem, conduzindo-o à vontade de Deus e à maturidade em Cristo. Mt 2.15; 5.18; At 4.25-26; 2Tm 3.16-17; 2Pe 1.3; 2Pe 1.19-21; 3.16; Sl 19.7-11; 119:89, 105; Jo 17.17
II. O Deus verdadeiro
Acreditamos que existe um único Deus vivo e verdadeiro, Espírito infinito, eterno e perfeito, Criador, Sustentador e Supremo Governador de todas as coisas no céu e na terra. Ele é infinitamente santo, sábio, poderoso e glorioso, sendo digno de toda a honra, adoração, confiança e amor. Cremos que Deus possui todos os atributos da perfeição e exerce soberanamente o Seu governo sobre toda a criação. Acreditamos que, na unidade da única essência divina, existem eternamente três Pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Estas três Pessoas são coiguais, coeternas e consubstanciais, possuindo plenamente a mesma natureza e perfeições divinas. Embora distintas nas suas relações pessoais e nas suas operações, agem em perfeita harmonia na obra da criação, da providência, da redenção e da consumação de todas as coisas. Dt 6.4; Mt 28.19; Lc 1.35; Jo 14.16-17; Jo 10.30; 14.26; Ef 4.4-6; Ap 4.11
III. Deus Pai
Acreditamos que Deus Pai, a primeira Pessoa da Trindade, é o Criador, Sustentador e soberano Governador de todas as coisas, dirigindo a criação e a história segundo a Sua perfeita vontade e para a Sua glória. Cremos que, em sentido redentor, Ele é Pai de todos os que, pela fé em Jesus Cristo, foram reconciliados com Ele e adotados na Sua família. Acreditamos que Deus decretou soberanamente todas as coisas sem ser o autor do pecado nem anular a responsabilidade humana, e que, antes da fundação do mundo, escolheu graciosamente em Cristo aqueles que haveria de salvar, chamando-os, justificando-os e adotando-os como Seus filhos para sempre. Sl 145.8-9; 1Cr 29.11; Ef 1.3-11; Jo 1.12-13; 6.37-40; Rm 8.14-17, 28-30; 11.33-36; At 17.24-28; Cl 1.16-17; Hb 1.1-3; 1Pe 1.1-5
IV. Jesus Cristo
Acreditamos que o Senhor Jesus Cristo, o eterno Filho de Deus e a segunda Pessoa da Trindade, tornou-se homem sem deixar de ser Deus. Concebido pelo Espírito Santo e nascido da virgem Maria, viveu uma vida perfeita e sem pecado, revelando Deus aos homens e tornando-Se o único Salvador dos pecadores. Cremos que morreu na cruz como sacrifício substitutivo pelos nossos pecados, ressuscitou corporalmente ao terceiro dia, ascendeu ao céu e está à direita do Pai, onde intercede pelos crentes. Cremos ainda que regressará pessoal, visível e corporalmente para reunir os Seus santos e estabelecer o Seu Reino Milenar sobre a Terra. Is 7.14; Mt 1.18-25; Jo 1.1-14; Fp 2.5-11; Hb 4.15; 1Pe 2.22-24; 1Co 15.3-4
V. Espírito Santo
Acreditamos que o Espírito Santo, a terceira Pessoa da Trindade, é plenamente Deus, coigual e coeterno com o Pai e o Filho. Ele esteve na criação e atua no mundo segundo os propósitos de Deus, convencendo os homens do pecado, da justiça e do juízo. Cremos que é o agente da regeneração, concedendo o novo nascimento e habitando em todos os verdadeiros crentes. O Espírito Santo sela, guia, ensina, consola, santifica, fortalece e preserva os filhos de Deus, capacitando-os para uma vida de obediência e serviço para a glória de Cristo. Jo 14.16-17, 26; Jo 16.7-11; Gn 1.2; At 5.3-4; 30-32; Rm 8.9-16, 26-27; 1Co 2.10-12; 1Co 6.19; Ef 1.13-14; Ef 4.30; Tt 3.5
VI. O Diabo ou Satanás
Acreditamos que Satanás é um ser pessoal, criado por Deus, que se rebelou contra o seu Criador e se tornou o principal adversário de Deus e do Seu povo. Cremos que ele é o autor do pecado e o líder das forças espirituais da maldade, exercendo influência sobre o mundo presente e procurando enganar, acusar e afastar os homens da verdade de Deus. Contudo, o seu poder é limitado e está sujeito à soberana autoridade divina.
Acreditamos que Satanás foi derrotado pela obra redentora de Jesus Cristo na cruz e que o seu destino final está irrevogavelmente determinado. No tempo estabelecido por Deus, ele será julgado e lançado no Lago de Fogo, onde sofrerá punição consciente e eterna, juntamente com todos os que persistirem em rebelião contra Deus.
Jó 1.6-12; Is 14.12-15; Ez 28.12-17; Mt 4.1-34; Jo 8.44; 2Co 4.4; Ef 6.11-12; Cl 2.15; 1Pe 5.8; Ap 20.10
VII. A Criação
Acreditamos que Deus criou os céus, a terra e tudo o que neles existe em seis dias literais de vinte e quatro horas, por ato direto e soberano, conforme o relato das Escrituras. Cremos que todas as formas de vida foram criadas segundo a sua espécie e não por meio da evolução. Acreditamos ainda que o ser humano foi criado de forma especial à imagem e semelhança de Deus, para viver em comunhão com Ele, glorificá-Lo e cumprir os Seus propósitos. Gn 1 e 2; Ex 20.11; Sl 33.6–9; Jo 1.3; Cl 1.16-17
VIII. A Queda do homem
Acreditamos que o homem foi criado na inocência sob a lei do seu Criador, mas, por transgressão voluntária, caiu do seu estado feliz e sem pecado, pelo que toda a humanidade agora é pecadora, não apenas por restrição, mas por escolha estando, portanto, sob justa condenação, sem defesa ou desculpa. Gn 3.1-6; Rm 1.18-20; Rm 5.10-19; Rm 1.13, 32
IX. A Expiação do pecado
Acreditamos que a salvação dos pecadores é inteiramente pela graça de Deus, mediante a obra mediadora de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Por determinação do Pai, Ele assumiu voluntariamente a natureza humana, permanecendo, contudo, sem pecado. Viveu em perfeita obediência ao Pai e morreu na cruz como sacrifício substitutivo pelos nossos pecados, satisfazendo a justiça divina e obtendo redenção eterna para todos os que n'Ele crêem. Cremos que ressuscitou corporalmente, ascendeu ao céu e intercede por Seu povo à direita do Pai, sendo o único e plenamente suficiente Salvador dos pecadores. Ef 2.8; At 15.11; Rm 3.24-25, Jo 3.16; Mt 18.11; Fp 2.7; Hb 2.14-16; Is 53.4-7; 1Jo 4.10; 2Co 5.21; 1Pe 2.24; 3.18; 1Co 15.3-4
X. A Graça na Nova Criação
Acreditamos que, para serem salvos, os pecadores devem nascer de novo. O novo nascimento é uma nova criação em Cristo Jesus, é instantâneo e não um processo. No novo nascimento, quem morreu para as ofensas e para o pecado é feito participante da natureza divina e recebe a vida eterna - o dom gratuito de Deus. A nova criação é operada de uma forma que transcende a nossa compreensão, exclusivamente pelo poder do Espírito Santo, por meio da verdade divina, produzindo uma resposta voluntária e sincera de obediência ao Evangelho. A realidade dessa obra manifesta-se nos frutos santos do arrependimento, da fé e de uma vida transformada. Jo 3.3; 2Co 5.17; 1Jo 5.1; Jo 3.6-7; At 16.33, 36; 2Pe 1.4; Rm 6.3; Ef 2.1; 2Co 5.19; Cl 2.13, Jo 3.8
XI. A Justificação
Acreditamos que a justificação é uma das maiores bênçãos do Evangelho, concedida por Deus a todos os que se arrependem dos seus pecados e depositam a sua fé em Jesus Cristo. Pela justificação, o pecador é declarado justo diante de Deus com base exclusivamente na pessoa e na obra de Cristo. Cremos que a justificação inclui o perdão pleno de todos os pecados, a imputação da justiça de Cristo e o dom da vida eterna. Esta bênção não é concedida com base em qualquer mérito, obra ou justiça própria do homem, mas unicamente pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo. Através da Sua morte expiatória e do Seu sangue derramado, Cristo satisfez plenamente as exigências da justiça divina, e a Sua perfeita justiça é imputada a todos os que crêem n’Ele. At 13.39; Is 53.11; Zc 13.1; Rm 3.21-28; 4.3-8; 5.1,9; 8.1; Gl 2.16; Ef 2.8-9; Fp 3.9; Tt 3.5-7
XII.A Fé e a Salvação
Acreditamos que a fé pessoal no Senhor Jesus Cristo é o único meio de salvação. Todos os que se arrependem e crêem em Cristo recebem o perdão dos pecados e a vida eterna. Cremos que a salvação é inteiramente pela graça de Deus e que a fé salvadora é produzida pela Sua Palavra e pelo Seu Espírito, para que toda a glória pertença exclusivamente ao Senhor. At 16.31; Ef 2.1-10; Rm 10.17
XIII. A segurança dos santos
Acreditamos que todos os que verdadeiramente nasceram de novo e foram unidos a Cristo pela fé são guardados pelo poder de Deus e preservados em segurança para a salvação eterna. Cremos que Deus Pai os entregou ao Seu Filho, e que nenhum dos Seus verdadeiros filhos se perderá, pois são sustentados pela graça divina e preservados pela contínua intercessão de Cristo e pela habitação do Espírito Santo. Acreditamos que a perseverança dos santos não depende da força ou mérito humano, mas da fidelidade de Deus, que completa a obra que iniciou nos Seus eleitos. Como resultado, os verdadeiros crentes perseverarão na fé até ao fim e serão finalmente glorificados na presença do Senhor. Fp 1.6; Jo 6.37-40; 10.28-29; Rm 8.35-39; 1Pe 1.3-5; Jd 1
XIV. Os justos e os ímpios
Acreditamos que existe uma distinção profunda e eterna entre os justos e os ímpios. Somente aqueles que, pela fé em Jesus Cristo, foram justificados e santificados pelo Espírito Santo são considerados justos diante de Deus. Em contrapartida, os que permanecem na incredulidade continuam sob a Sua justa condenação. Esta distinção permanece tanto nesta vida como na eternidade, culminando na bem-aventurança, alegria e comunhão eternas dos salvos na presença de Deus, e no castigo consciente e eterno dos perdidos. Ml 3.18; Gn 18.23; Rm 6.17-18; 1Jo 5.19; Rm 7.6; Rm 6.23; Pv 14.32; Lc 6.25; Mt 25.34-41; Jo 8.21
XV. O Casamento e o Lar
(a) Acreditamos que o lar foi a primeira instituição estabelecida por Deus para a humanidade (Gn 2.18-24). O casamento é uma aliança sagrada, instituída pelo próprio Deus e digna de honra entre todos (Hb 13.4; 1Co 7.2). Além de constituir o fundamento da família, o casamento serve como uma ilustração da união amorosa e permanente entre Cristo e a Sua Igreja (Ef 5.22-32). Por isso, reconhecemos que o vínculo matrimonial possui caráter sagrado e permanente, conforme as palavras do Senhor Jesus: «Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem» (Mc 10.9).
(b) Acreditamos que as Escrituras proíbem o casamento entre um crente e um incrédulo, uma vez que tal união contraria o propósito de Deus para a comunhão espiritual no matrimónio. Os cristãos são chamados a unir-se em casamento apenas com aqueles que partilham a mesma fé em Cristo, de modo que o relacionamento conjugal seja marcado pela unidade espiritual, pela obediência a Deus e pelo crescimento mútuo na graça. 2Co 6.14–7.1; 1Co 7.39
(c) Acreditamos que Deus estabeleceu a intimidade sexual como uma dádiva santa a ser desfrutada exclusivamente no contexto do casamento entre um homem e uma mulher. Consequentemente, toda a atividade sexual fora desse vínculo matrimonial contraria o propósito revelado de Deus e constitui pecado. Cremos que práticas como a fornicação, o adultério, o homossexualismo, a pornografia, o incesto, a bestialidade e todas as demais formas de imoralidade sexual são distorções da boa ordem criada por Deus para a sexualidade humana. Cremos igualmente que o casamento, conforme instituído por Deus desde a criação, é a união exclusiva e permanente entre um homem e uma mulher, constituindo o único contexto legítimo para a expressão da intimidade sexual. Gn 2.24; 19.5, 13; 26.8-9; Lv 18.1-30; 20.13; Rm 1.26-28; 7.2; 1Co 5.1; 6.9-20; 1Co 7.10; 1Ts 4.1-8; Ef 5.22-33; Hb 13.4
XVI. A Igreja
Acreditamos que Jesus Cristo fundou a Sua Igreja e prometeu edificá-la, tendo estabelecido, por meio dos Seus discípulos e apóstolos, o modelo para a sua vida e ministério. Cremos que a Igreja foi capacitada de forma singular no Dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo foi derramado sobre os seguidores de Cristo para os habilitar ao testemunho e ao serviço.
Acreditamos que uma igreja local é uma congregação de crentes regenerados e batizados por imersão, unidos pela fé e comunhão no Evangelho. A sua missão é adorar a Deus, proclamar o Evangelho, fazer discípulos, edificar os santos e observar o batismo e a Ceia do Senhor. A igreja é governada pela Palavra de Deus e servida por pastores (ou presbíteros) e diáconos, cujas qualificações e responsabilidades são claramente definidas nas Escrituras.
Acreditamos que cada igreja local, sob a autoridade exclusiva de Cristo e a direção do Espírito Santo, possui o direito e a responsabilidade de se autogovernar de acordo com os princípios das Escrituras, livre de qualquer controlo ou autoridade hierárquica externa. Reconhecemos que é bíblico e desejável que igrejas fiéis cooperem entre si para a defesa da fé, a expansão do Evangelho e o apoio mútuo na obra do Senhor. Contudo, cada igreja local permanece autónoma e responsável perante Cristo em todas as questões relativas à membresia, liderança, disciplina, adoração, administração e ministério, sendo a decisão da congregação, tomada de acordo com a Palavra de Deus, a autoridade final nesses assuntos. At 2.1-4; 41-42; 20.28; 1.8; 15.4-28; Mt 16.18; 18.15-17; 28.18-20; 1Co 11.2; Ef 1.22-23; 4.11-16; 5.23-24; Cl 1.18; 1Tm 3.1-15
XVII. As Ordenanças
Acreditamos que o batismo é uma ordenança instituída por Jesus Cristo, na qual o crente, após professar pessoalmente a sua fé, é imerso em água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. O batismo simboliza de forma solene e bela a união do crente com Cristo na Sua morte, sepultamento e ressurreição, testemunhando a sua morte para o pecado e a sua ressurreição para uma nova vida em obediência ao Senhor. Cremos ainda que o batismo é o meio bíblico de identificação com Cristo e com a Sua igreja, constituindo um requisito para a membresia da igreja local e para a participação plena na sua comunhão e ministério.
Acreditamos que a Ceia do Senhor é, também, uma ordenança instituída por Cristo para ser observada pela Sua igreja como memorial da Sua morte sacrificial e proclamação da Sua obra redentora até que Ele venha. Ao participar do pão e do cálice, os crentes recordam com gratidão o sacrifício de Cristo, renovam a sua comunhão com Ele e uns com os outros, e expressam a sua esperança na Sua gloriosa segunda vinda. Cremos que a participação nesta ordenança deve ser precedida por um exame pessoal reverente e sincero diante de Deus. At 8.26-39; Jo 3.23; Mt 3.16; Mt 28.19-20; Rm 6.3-5; Cl 2.12; Lc 22.14-20; 1Co 11.23-28
VIII. O Governo Civil
Acreditamos que o governo civil foi instituído por Deus para promover a ordem, a justiça e o bem-estar da sociedade humana. Por essa razão, os cristãos devem respeitar e obedecer às autoridades legítimas, reconhecendo que elas exercem uma função estabelecida pela providência divina para o bem comum. Cremos também que é dever dos crentes orar pelos governantes e magistrados, para que exerçam as suas responsabilidades com sabedoria, justiça, integridade e retidão. Contudo, quando as exigências das autoridades civis entram em conflito com a vontade revelada de Deus, os cristãos devem obedecer a Deus acima dos homens, pois o Senhor Jesus Cristo é o único Senhor da consciência. Reconhecemos ainda que Cristo reina soberanamente sobre todas as autoridades terrenas e que, no devido tempo, Se manifestará plenamente como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Rm 13.1-7; 1Tm 2.1-2; At 5.29; Ap 19.16
XIX. As Ações entre crentes
Acreditamos que os cristãos devem procurar resolver as suas diferenças e conflitos pessoais de acordo com os princípios estabelecidos nas Escrituras, recorrendo, sempre que possível, à reconciliação, ao perdão e à mediação da igreja, em vez de recorrerem aos tribunais civis contra outros crentes ou contra a própria igreja. Cremos que Deus concedeu à igreja os meios espirituais e relacionais necessários para lidar com disputas entre os seus membros de uma forma que honre a Cristo e preserve a unidade do Seu corpo. Reconhecemos, contudo, que podem existir situações em que seja legítimo procurar compensação por prejuízos ou danos através de mecanismos legais (companhias de seguros), desde que tal seja feito com espírito de justiça, sem malícia, vingança, difamação ou qualquer atitude contrária ao amor cristão. 1Co 6.1-8; Ef 4.31-32; Mt 18.15-17
XX. As Últimas coisas
(a) Acreditamos na bendita esperança da Igreja: o retorno pessoal, visível, iminente, pré-tribulacional e pré-milenar do Senhor Jesus Cristo para reunir os Seus redimidos consigo. Cremos ainda que, após o período da Grande Tribulação, Cristo regressará à Terra com os Seus santos para estabelecer o Seu Reino Milenar, cumprindo as promessas feitas por Deus e manifestando o Seu governo justo e glorioso sobre as nações. 1Ts 4.13-18; 2Ts 1.6-12; Ap 20.1-6
(b) O Tribunal de Cristo - Acreditamos que todos os crentes comparecerão perante o Tribunal de Cristo para serem avaliados quanto à fidelidade do seu serviço e mordomia cristã. Este julgamento não diz respeito à salvação, que foi plenamente garantida pela obra redentora de Cristo, mas à avaliação das obras realizadas pelos crentes e à concessão das recompensas que o Senhor, na Sua graça, determinar. 1Co 3.11-15; 2Co 5.10
(c) O Estado Eterno - Acreditamos na ressurreição corporal de toda a humanidade: os justos ressuscitarão para a vida eterna, enquanto os ímpios ressuscitarão para o juízo e para o castigo eterno. Cremos que, na morte, as almas dos redimidos entram imediatamente na presença do Senhor, desfrutando de comunhão consciente com Cristo enquanto aguardam a ressurreição do corpo. Na ressurreição, alma e corpo serão reunidos e glorificados para habitarem eternamente com o Senhor. Cremos igualmente que as almas dos incrédulos permanecem em estado consciente de separação e sofrimento após a morte, aguardando a ressurreição para o juízo final. Após comparecerem diante do Grande Trono Branco, serão lançados no Lago de Fogo, onde sofrerão punição consciente e eterna, não sendo aniquilados, mas permanecendo debaixo da justa condenação de Deus para sempre. Lc 16.19-26; Mt 25.46; Jo 5.28-29; Fl 1.23; 2Co 5.8, 10; Ap 20.12-15
(d) O Reino Milenar - Acreditamos que, após o Seu glorioso retorno, Jesus Cristo estabelecerá um Reino Milenar literal sobre a Terra. Cremos que Ele reinará em justiça e paz a partir do trono de Davi, cumprindo as promessas feitas a Israel e manifestando plenamente a Sua soberania sobre todas as nações. Lc 1.32-33; At 2.29-30; Is 9.6-7; Ap 20.1-6
Acreditamos que a Bíblia Sagrada, composta pelos sessenta e seis livros do Antigo e do Novo Testamento, foi verbal e plenamente inspirada por Deus, tendo sido escrita por autores humanos movidos pelo Espírito Santo. Consequentemente, os manuscritos originais das Escrituras são totalmente verdadeiros, infalíveis e isentos de erro em tudo o que afirmam. Acreditamos que a Bíblia é a revelação escrita de Deus à humanidade e constitui a autoridade suprema e final em todas as questões de fé, doutrina e prática cristã. Por essa razão, ela é o padrão pelo qual devem ser examinados e julgados todos os credos, ensinamentos, tradições, opiniões e comportamentos humanos. Cremos ainda que as Escrituras são plenamente suficientes para orientar o povo de Deus em tudo o que diz respeito à salvação, à vida piedosa e ao serviço cristão, fornecendo os princípios necessários para compreender e enfrentar todos os problemas espirituais e morais (i.e. não orgânicos) do homem, conduzindo-o à vontade de Deus e à maturidade em Cristo. Mt 2.15; 5.18; At 4.25-26; 2Tm 3.16-17; 2Pe 1.3; 2Pe 1.19-21; 3.16; Sl 19.7-11; 119:89, 105; Jo 17.17
II. O Deus verdadeiro
Acreditamos que existe um único Deus vivo e verdadeiro, Espírito infinito, eterno e perfeito, Criador, Sustentador e Supremo Governador de todas as coisas no céu e na terra. Ele é infinitamente santo, sábio, poderoso e glorioso, sendo digno de toda a honra, adoração, confiança e amor. Cremos que Deus possui todos os atributos da perfeição e exerce soberanamente o Seu governo sobre toda a criação. Acreditamos que, na unidade da única essência divina, existem eternamente três Pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Estas três Pessoas são coiguais, coeternas e consubstanciais, possuindo plenamente a mesma natureza e perfeições divinas. Embora distintas nas suas relações pessoais e nas suas operações, agem em perfeita harmonia na obra da criação, da providência, da redenção e da consumação de todas as coisas. Dt 6.4; Mt 28.19; Lc 1.35; Jo 14.16-17; Jo 10.30; 14.26; Ef 4.4-6; Ap 4.11
III. Deus Pai
Acreditamos que Deus Pai, a primeira Pessoa da Trindade, é o Criador, Sustentador e soberano Governador de todas as coisas, dirigindo a criação e a história segundo a Sua perfeita vontade e para a Sua glória. Cremos que, em sentido redentor, Ele é Pai de todos os que, pela fé em Jesus Cristo, foram reconciliados com Ele e adotados na Sua família. Acreditamos que Deus decretou soberanamente todas as coisas sem ser o autor do pecado nem anular a responsabilidade humana, e que, antes da fundação do mundo, escolheu graciosamente em Cristo aqueles que haveria de salvar, chamando-os, justificando-os e adotando-os como Seus filhos para sempre. Sl 145.8-9; 1Cr 29.11; Ef 1.3-11; Jo 1.12-13; 6.37-40; Rm 8.14-17, 28-30; 11.33-36; At 17.24-28; Cl 1.16-17; Hb 1.1-3; 1Pe 1.1-5
IV. Jesus Cristo
Acreditamos que o Senhor Jesus Cristo, o eterno Filho de Deus e a segunda Pessoa da Trindade, tornou-se homem sem deixar de ser Deus. Concebido pelo Espírito Santo e nascido da virgem Maria, viveu uma vida perfeita e sem pecado, revelando Deus aos homens e tornando-Se o único Salvador dos pecadores. Cremos que morreu na cruz como sacrifício substitutivo pelos nossos pecados, ressuscitou corporalmente ao terceiro dia, ascendeu ao céu e está à direita do Pai, onde intercede pelos crentes. Cremos ainda que regressará pessoal, visível e corporalmente para reunir os Seus santos e estabelecer o Seu Reino Milenar sobre a Terra. Is 7.14; Mt 1.18-25; Jo 1.1-14; Fp 2.5-11; Hb 4.15; 1Pe 2.22-24; 1Co 15.3-4
V. Espírito Santo
Acreditamos que o Espírito Santo, a terceira Pessoa da Trindade, é plenamente Deus, coigual e coeterno com o Pai e o Filho. Ele esteve na criação e atua no mundo segundo os propósitos de Deus, convencendo os homens do pecado, da justiça e do juízo. Cremos que é o agente da regeneração, concedendo o novo nascimento e habitando em todos os verdadeiros crentes. O Espírito Santo sela, guia, ensina, consola, santifica, fortalece e preserva os filhos de Deus, capacitando-os para uma vida de obediência e serviço para a glória de Cristo. Jo 14.16-17, 26; Jo 16.7-11; Gn 1.2; At 5.3-4; 30-32; Rm 8.9-16, 26-27; 1Co 2.10-12; 1Co 6.19; Ef 1.13-14; Ef 4.30; Tt 3.5
VI. O Diabo ou Satanás
Acreditamos que Satanás é um ser pessoal, criado por Deus, que se rebelou contra o seu Criador e se tornou o principal adversário de Deus e do Seu povo. Cremos que ele é o autor do pecado e o líder das forças espirituais da maldade, exercendo influência sobre o mundo presente e procurando enganar, acusar e afastar os homens da verdade de Deus. Contudo, o seu poder é limitado e está sujeito à soberana autoridade divina.
Acreditamos que Satanás foi derrotado pela obra redentora de Jesus Cristo na cruz e que o seu destino final está irrevogavelmente determinado. No tempo estabelecido por Deus, ele será julgado e lançado no Lago de Fogo, onde sofrerá punição consciente e eterna, juntamente com todos os que persistirem em rebelião contra Deus.
Jó 1.6-12; Is 14.12-15; Ez 28.12-17; Mt 4.1-34; Jo 8.44; 2Co 4.4; Ef 6.11-12; Cl 2.15; 1Pe 5.8; Ap 20.10
VII. A Criação
Acreditamos que Deus criou os céus, a terra e tudo o que neles existe em seis dias literais de vinte e quatro horas, por ato direto e soberano, conforme o relato das Escrituras. Cremos que todas as formas de vida foram criadas segundo a sua espécie e não por meio da evolução. Acreditamos ainda que o ser humano foi criado de forma especial à imagem e semelhança de Deus, para viver em comunhão com Ele, glorificá-Lo e cumprir os Seus propósitos. Gn 1 e 2; Ex 20.11; Sl 33.6–9; Jo 1.3; Cl 1.16-17
VIII. A Queda do homem
Acreditamos que o homem foi criado na inocência sob a lei do seu Criador, mas, por transgressão voluntária, caiu do seu estado feliz e sem pecado, pelo que toda a humanidade agora é pecadora, não apenas por restrição, mas por escolha estando, portanto, sob justa condenação, sem defesa ou desculpa. Gn 3.1-6; Rm 1.18-20; Rm 5.10-19; Rm 1.13, 32
IX. A Expiação do pecado
Acreditamos que a salvação dos pecadores é inteiramente pela graça de Deus, mediante a obra mediadora de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Por determinação do Pai, Ele assumiu voluntariamente a natureza humana, permanecendo, contudo, sem pecado. Viveu em perfeita obediência ao Pai e morreu na cruz como sacrifício substitutivo pelos nossos pecados, satisfazendo a justiça divina e obtendo redenção eterna para todos os que n'Ele crêem. Cremos que ressuscitou corporalmente, ascendeu ao céu e intercede por Seu povo à direita do Pai, sendo o único e plenamente suficiente Salvador dos pecadores. Ef 2.8; At 15.11; Rm 3.24-25, Jo 3.16; Mt 18.11; Fp 2.7; Hb 2.14-16; Is 53.4-7; 1Jo 4.10; 2Co 5.21; 1Pe 2.24; 3.18; 1Co 15.3-4
X. A Graça na Nova Criação
Acreditamos que, para serem salvos, os pecadores devem nascer de novo. O novo nascimento é uma nova criação em Cristo Jesus, é instantâneo e não um processo. No novo nascimento, quem morreu para as ofensas e para o pecado é feito participante da natureza divina e recebe a vida eterna - o dom gratuito de Deus. A nova criação é operada de uma forma que transcende a nossa compreensão, exclusivamente pelo poder do Espírito Santo, por meio da verdade divina, produzindo uma resposta voluntária e sincera de obediência ao Evangelho. A realidade dessa obra manifesta-se nos frutos santos do arrependimento, da fé e de uma vida transformada. Jo 3.3; 2Co 5.17; 1Jo 5.1; Jo 3.6-7; At 16.33, 36; 2Pe 1.4; Rm 6.3; Ef 2.1; 2Co 5.19; Cl 2.13, Jo 3.8
XI. A Justificação
Acreditamos que a justificação é uma das maiores bênçãos do Evangelho, concedida por Deus a todos os que se arrependem dos seus pecados e depositam a sua fé em Jesus Cristo. Pela justificação, o pecador é declarado justo diante de Deus com base exclusivamente na pessoa e na obra de Cristo. Cremos que a justificação inclui o perdão pleno de todos os pecados, a imputação da justiça de Cristo e o dom da vida eterna. Esta bênção não é concedida com base em qualquer mérito, obra ou justiça própria do homem, mas unicamente pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo. Através da Sua morte expiatória e do Seu sangue derramado, Cristo satisfez plenamente as exigências da justiça divina, e a Sua perfeita justiça é imputada a todos os que crêem n’Ele. At 13.39; Is 53.11; Zc 13.1; Rm 3.21-28; 4.3-8; 5.1,9; 8.1; Gl 2.16; Ef 2.8-9; Fp 3.9; Tt 3.5-7
XII.A Fé e a Salvação
Acreditamos que a fé pessoal no Senhor Jesus Cristo é o único meio de salvação. Todos os que se arrependem e crêem em Cristo recebem o perdão dos pecados e a vida eterna. Cremos que a salvação é inteiramente pela graça de Deus e que a fé salvadora é produzida pela Sua Palavra e pelo Seu Espírito, para que toda a glória pertença exclusivamente ao Senhor. At 16.31; Ef 2.1-10; Rm 10.17
XIII. A segurança dos santos
Acreditamos que todos os que verdadeiramente nasceram de novo e foram unidos a Cristo pela fé são guardados pelo poder de Deus e preservados em segurança para a salvação eterna. Cremos que Deus Pai os entregou ao Seu Filho, e que nenhum dos Seus verdadeiros filhos se perderá, pois são sustentados pela graça divina e preservados pela contínua intercessão de Cristo e pela habitação do Espírito Santo. Acreditamos que a perseverança dos santos não depende da força ou mérito humano, mas da fidelidade de Deus, que completa a obra que iniciou nos Seus eleitos. Como resultado, os verdadeiros crentes perseverarão na fé até ao fim e serão finalmente glorificados na presença do Senhor. Fp 1.6; Jo 6.37-40; 10.28-29; Rm 8.35-39; 1Pe 1.3-5; Jd 1
XIV. Os justos e os ímpios
Acreditamos que existe uma distinção profunda e eterna entre os justos e os ímpios. Somente aqueles que, pela fé em Jesus Cristo, foram justificados e santificados pelo Espírito Santo são considerados justos diante de Deus. Em contrapartida, os que permanecem na incredulidade continuam sob a Sua justa condenação. Esta distinção permanece tanto nesta vida como na eternidade, culminando na bem-aventurança, alegria e comunhão eternas dos salvos na presença de Deus, e no castigo consciente e eterno dos perdidos. Ml 3.18; Gn 18.23; Rm 6.17-18; 1Jo 5.19; Rm 7.6; Rm 6.23; Pv 14.32; Lc 6.25; Mt 25.34-41; Jo 8.21
XV. O Casamento e o Lar
(a) Acreditamos que o lar foi a primeira instituição estabelecida por Deus para a humanidade (Gn 2.18-24). O casamento é uma aliança sagrada, instituída pelo próprio Deus e digna de honra entre todos (Hb 13.4; 1Co 7.2). Além de constituir o fundamento da família, o casamento serve como uma ilustração da união amorosa e permanente entre Cristo e a Sua Igreja (Ef 5.22-32). Por isso, reconhecemos que o vínculo matrimonial possui caráter sagrado e permanente, conforme as palavras do Senhor Jesus: «Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem» (Mc 10.9).
(b) Acreditamos que as Escrituras proíbem o casamento entre um crente e um incrédulo, uma vez que tal união contraria o propósito de Deus para a comunhão espiritual no matrimónio. Os cristãos são chamados a unir-se em casamento apenas com aqueles que partilham a mesma fé em Cristo, de modo que o relacionamento conjugal seja marcado pela unidade espiritual, pela obediência a Deus e pelo crescimento mútuo na graça. 2Co 6.14–7.1; 1Co 7.39
(c) Acreditamos que Deus estabeleceu a intimidade sexual como uma dádiva santa a ser desfrutada exclusivamente no contexto do casamento entre um homem e uma mulher. Consequentemente, toda a atividade sexual fora desse vínculo matrimonial contraria o propósito revelado de Deus e constitui pecado. Cremos que práticas como a fornicação, o adultério, o homossexualismo, a pornografia, o incesto, a bestialidade e todas as demais formas de imoralidade sexual são distorções da boa ordem criada por Deus para a sexualidade humana. Cremos igualmente que o casamento, conforme instituído por Deus desde a criação, é a união exclusiva e permanente entre um homem e uma mulher, constituindo o único contexto legítimo para a expressão da intimidade sexual. Gn 2.24; 19.5, 13; 26.8-9; Lv 18.1-30; 20.13; Rm 1.26-28; 7.2; 1Co 5.1; 6.9-20; 1Co 7.10; 1Ts 4.1-8; Ef 5.22-33; Hb 13.4
XVI. A Igreja
Acreditamos que Jesus Cristo fundou a Sua Igreja e prometeu edificá-la, tendo estabelecido, por meio dos Seus discípulos e apóstolos, o modelo para a sua vida e ministério. Cremos que a Igreja foi capacitada de forma singular no Dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo foi derramado sobre os seguidores de Cristo para os habilitar ao testemunho e ao serviço.
Acreditamos que uma igreja local é uma congregação de crentes regenerados e batizados por imersão, unidos pela fé e comunhão no Evangelho. A sua missão é adorar a Deus, proclamar o Evangelho, fazer discípulos, edificar os santos e observar o batismo e a Ceia do Senhor. A igreja é governada pela Palavra de Deus e servida por pastores (ou presbíteros) e diáconos, cujas qualificações e responsabilidades são claramente definidas nas Escrituras.
Acreditamos que cada igreja local, sob a autoridade exclusiva de Cristo e a direção do Espírito Santo, possui o direito e a responsabilidade de se autogovernar de acordo com os princípios das Escrituras, livre de qualquer controlo ou autoridade hierárquica externa. Reconhecemos que é bíblico e desejável que igrejas fiéis cooperem entre si para a defesa da fé, a expansão do Evangelho e o apoio mútuo na obra do Senhor. Contudo, cada igreja local permanece autónoma e responsável perante Cristo em todas as questões relativas à membresia, liderança, disciplina, adoração, administração e ministério, sendo a decisão da congregação, tomada de acordo com a Palavra de Deus, a autoridade final nesses assuntos. At 2.1-4; 41-42; 20.28; 1.8; 15.4-28; Mt 16.18; 18.15-17; 28.18-20; 1Co 11.2; Ef 1.22-23; 4.11-16; 5.23-24; Cl 1.18; 1Tm 3.1-15
XVII. As Ordenanças
Acreditamos que o batismo é uma ordenança instituída por Jesus Cristo, na qual o crente, após professar pessoalmente a sua fé, é imerso em água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. O batismo simboliza de forma solene e bela a união do crente com Cristo na Sua morte, sepultamento e ressurreição, testemunhando a sua morte para o pecado e a sua ressurreição para uma nova vida em obediência ao Senhor. Cremos ainda que o batismo é o meio bíblico de identificação com Cristo e com a Sua igreja, constituindo um requisito para a membresia da igreja local e para a participação plena na sua comunhão e ministério.
Acreditamos que a Ceia do Senhor é, também, uma ordenança instituída por Cristo para ser observada pela Sua igreja como memorial da Sua morte sacrificial e proclamação da Sua obra redentora até que Ele venha. Ao participar do pão e do cálice, os crentes recordam com gratidão o sacrifício de Cristo, renovam a sua comunhão com Ele e uns com os outros, e expressam a sua esperança na Sua gloriosa segunda vinda. Cremos que a participação nesta ordenança deve ser precedida por um exame pessoal reverente e sincero diante de Deus. At 8.26-39; Jo 3.23; Mt 3.16; Mt 28.19-20; Rm 6.3-5; Cl 2.12; Lc 22.14-20; 1Co 11.23-28
VIII. O Governo Civil
Acreditamos que o governo civil foi instituído por Deus para promover a ordem, a justiça e o bem-estar da sociedade humana. Por essa razão, os cristãos devem respeitar e obedecer às autoridades legítimas, reconhecendo que elas exercem uma função estabelecida pela providência divina para o bem comum. Cremos também que é dever dos crentes orar pelos governantes e magistrados, para que exerçam as suas responsabilidades com sabedoria, justiça, integridade e retidão. Contudo, quando as exigências das autoridades civis entram em conflito com a vontade revelada de Deus, os cristãos devem obedecer a Deus acima dos homens, pois o Senhor Jesus Cristo é o único Senhor da consciência. Reconhecemos ainda que Cristo reina soberanamente sobre todas as autoridades terrenas e que, no devido tempo, Se manifestará plenamente como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Rm 13.1-7; 1Tm 2.1-2; At 5.29; Ap 19.16
XIX. As Ações entre crentes
Acreditamos que os cristãos devem procurar resolver as suas diferenças e conflitos pessoais de acordo com os princípios estabelecidos nas Escrituras, recorrendo, sempre que possível, à reconciliação, ao perdão e à mediação da igreja, em vez de recorrerem aos tribunais civis contra outros crentes ou contra a própria igreja. Cremos que Deus concedeu à igreja os meios espirituais e relacionais necessários para lidar com disputas entre os seus membros de uma forma que honre a Cristo e preserve a unidade do Seu corpo. Reconhecemos, contudo, que podem existir situações em que seja legítimo procurar compensação por prejuízos ou danos através de mecanismos legais (companhias de seguros), desde que tal seja feito com espírito de justiça, sem malícia, vingança, difamação ou qualquer atitude contrária ao amor cristão. 1Co 6.1-8; Ef 4.31-32; Mt 18.15-17
XX. As Últimas coisas
(a) Acreditamos na bendita esperança da Igreja: o retorno pessoal, visível, iminente, pré-tribulacional e pré-milenar do Senhor Jesus Cristo para reunir os Seus redimidos consigo. Cremos ainda que, após o período da Grande Tribulação, Cristo regressará à Terra com os Seus santos para estabelecer o Seu Reino Milenar, cumprindo as promessas feitas por Deus e manifestando o Seu governo justo e glorioso sobre as nações. 1Ts 4.13-18; 2Ts 1.6-12; Ap 20.1-6
(b) O Tribunal de Cristo - Acreditamos que todos os crentes comparecerão perante o Tribunal de Cristo para serem avaliados quanto à fidelidade do seu serviço e mordomia cristã. Este julgamento não diz respeito à salvação, que foi plenamente garantida pela obra redentora de Cristo, mas à avaliação das obras realizadas pelos crentes e à concessão das recompensas que o Senhor, na Sua graça, determinar. 1Co 3.11-15; 2Co 5.10
(c) O Estado Eterno - Acreditamos na ressurreição corporal de toda a humanidade: os justos ressuscitarão para a vida eterna, enquanto os ímpios ressuscitarão para o juízo e para o castigo eterno. Cremos que, na morte, as almas dos redimidos entram imediatamente na presença do Senhor, desfrutando de comunhão consciente com Cristo enquanto aguardam a ressurreição do corpo. Na ressurreição, alma e corpo serão reunidos e glorificados para habitarem eternamente com o Senhor. Cremos igualmente que as almas dos incrédulos permanecem em estado consciente de separação e sofrimento após a morte, aguardando a ressurreição para o juízo final. Após comparecerem diante do Grande Trono Branco, serão lançados no Lago de Fogo, onde sofrerão punição consciente e eterna, não sendo aniquilados, mas permanecendo debaixo da justa condenação de Deus para sempre. Lc 16.19-26; Mt 25.46; Jo 5.28-29; Fl 1.23; 2Co 5.8, 10; Ap 20.12-15
(d) O Reino Milenar - Acreditamos que, após o Seu glorioso retorno, Jesus Cristo estabelecerá um Reino Milenar literal sobre a Terra. Cremos que Ele reinará em justiça e paz a partir do trono de Davi, cumprindo as promessas feitas a Israel e manifestando plenamente a Sua soberania sobre todas as nações. Lc 1.32-33; At 2.29-30; Is 9.6-7; Ap 20.1-6